José Martiniano de Alencar nasceu em Messejana, Ceará, no dia 1º de maio de 1829. Foi um jornalista, político, advogado, orador, crítico, cronista, polemista, romancista e dramaturgo brasileiro. Formou-se em Direito, iniciando-se na atividade literária no Correio Mercantil e Diário do Rio de Janeiro. Foi casado com Ana Cochrane. Filho do senador José Martiniano Pereira de Alencar, irmão do diplomata Leonel Martiniano de Alencar, barão de Alencar, e pai de Augusto Cochrane de Alencar. A família transferiu-se para a capital do Império do Brasil, Rio de Janeiro, e José de Alencar, então com onze anos, foi matriculado no Colégio de Instrução Elementar. Em 1844, matriculou-se nos cursos preparatórios à Faculdade de Direito de São Paulo, começando o curso de Direito em 1846. Fundou, na época, a revista Ensaios Literários, onde publicou o artigo "Questões de Estilo". Formou-se em direito, em 1850, e, em 1854, estreou como folhetinista no Correio Mercantil. Em 1856 publicou o seu primeiro romance, "Cinco Minutos", seguido de "A Viuvinha", em 1857. Mas foi com "O Guarani " também lançado em 1857 que José de Alencar alcançou notoriedade no meio literário. Estes romances foram publicados todos em jornais e só depois em livros.

José de Alencar foi mais longe nos romances que completam a trilogia indigenista, iniciada com "O Guarani": "Iracema" (1865) e "Ubirajara" (1874). O primeiro, epopeia sobre a origem do Ceará, tem como personagem principal a índia Iracema, a "virgem dos lábios de mel" e "cabelos tão escuros como a asa da graúna". O segundo tem por personagem Ubirajara, valente guerreiro indígena que durante a história cresce em direção à maturidade. O escritor produziu também romances urbanos, como "Senhora", em 1875, "Encarnação", escrito em 1877 (ano de sua morte e divulgado em 1893) e também romances regionalistas, como "O Gaúcho", em 1870 e "O Sertanejo", em 1875, além de históricos, como é o caso de "Guerra dos Mascates", lançado em 1873, sem contar as peças para o teatro. Uma característica marcante de sua obra é o nacionalismo, tanto nos temas quanto nas inovações no uso da língua portuguesa.
Em 1859, José de Alencar tornou-se chefe da Secretaria do Ministério da Justiça, sendo depois consultor do mesmo. Em 1860 ingressou na política, como deputado estadual no Ceará, sempre militando pelo Partido Conservador (Brasil Império). Em 1868, tornou-se ministro da Justiça, ocupando o cargo até janeiro de 1870. Em 1872 se tornou pai de Mário de Alencar, o qual, segundo uma história nunca totalmente confirmada, seria na verdade filho de Machado de Assis, dando respaldo para o romance "Dom Casmurro", maior sucesso do escritor carioca que - aparentemente - concorria com José de Alencar.
Bastante debilitado de saúde, José de Alencar viajou para a Europa em 1877, para tentar um tratamento médico, porém não teve sucesso. Acabou falecendo no Rio de Janeiro no mesmo ano, vitimado pela tuberculose. Machado de Assis, que esteve no velório de Alencar, impressionou-se com a pobreza em que a família Alencar vivia. Em sua homenagem foi erguida uma estátua no Rio de Janeiro e um teatro em Fortaleza chamado "Teatro José de Alencar", possivelmente muito pouco para destacar a importãncia de um nome fundamental nas letras brasileiras.
Romances:
* Cinco minutos, 1856
* A viuvinha, 1857
* O guarani, 1857
* Lucíola, 1862
* Diva, 1864
* Iracema, 1865
* As minas de prata - 1º vol., 1865
* As minas de prata - 2.º vol., 1866
* O gaúcho, 1870
* A pata da gazela, 1870
* O tronco do ipê, 1871
* Guerra dos mascates - 1º vol., 1871
* Til, 1871
* Sonhos d'ouro, 1872
* Alfarrábios, 1873
* Guerra dos mascates - 2º vol., 1873
* Ubirajara, 1874
* O sertanejo, 1875
* Senhora, 1875
* Encarnação, 1893
Teatro:
* O crédito, 1857
* Verso e reverso, 1857
* O Demônio Familiar, 1857
* As asas de um anjo, 1858
* Mãe, 1860
* A expiação, 1867
* O jesuíta, 1875
Crônicas:
* Ao correr da pena, 1874
Autobiografia:
* Como e por que sou romancista, 1873 (eBook)
Crítica e polêmica:
* Cartas sobre a confederação dos tamoios, 1856
* Ao imperador:cartas políticas de Erasmo e Novas cartas políticas de Erasmo, 1865
* Ao povo:cartas políticas de Erasmo, 1866
* O sistema representativo, 1866
Comentários (2)

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não conhecia nada de José de Alencar
agora estou muito satisfeito pois aprendi muito
e descubri o quanto José de Alencar foi importante na história do romantismo!!
me chamo Naydson carlos e estudo co colégio José paschoal da silva em silvânia - GO ....