Em Itabira, Minas Gerais, no último dia de outubro de 1902, nasceu Carlos Drummond de Andrade, um dos principais escritores da literatura brasileira, especialmente da poesia. Carlos se formou em Farmácia em Ouro Preto por insistência da família, mas durante a maior parte da vida foi funcionário público do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, embora tenha começado a escrever cedo e prosseguido até seu falecimento. Em 1954 - já com 20 anos de Rio de janeiro - era cronista do Correio da Manhã e em 1969 passou para o Jornal do Brasil. Modernista, Drummond proclamava a liberdade das palavras, seguindo a libertação proposta por Mario de Andrade, cuja pregação do verso livre foi o marco do modernismo.

Com a acentuação e libertação do ritmo, o poeta mineiro mostrou que a poesia não dependia de um metro fixo (impulso rítmico). Se dividirmos o Modernismo numa corrente mais lírica e subjetiva e outra mais objetiva e concreta, Drummond faria parte da primeira, ao lado do próprio Mário de Andrade, embora a poesia de Drummond paire acima de modismos literários, permanecendo extremamente atual. No livro Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934), o poema-piada e a descontração sintática revelam o contrário, deixando claro a dominação da individualidade do autor, poeta da ordem e da consolidação. Torturado pelo passado, assombrado com o futuro, ele se detém num presente dilacerado por este e por aquele, testemunha lúcida de si mesmo e do transcurso dos homens, de um ponto de vista melancólico e cético.
Produção literária de Carlos Drummond de Andrade:
Poesia:
- Alguma Poesia (1930)
- Brejo das Almas (1934)
- Sentimento do Mundo (1940)
- José (1942)
- A Rosa do Povo (1945)
- Claro Enigma (1951)
- Fazendeiro do ar (1954)
- Viola de Bolso (1955)
- Lição de Coisas (1964)
- Boitempo (1968)
- A falta que ama (1968)
- Nudez (1968)
- As Impurezas do Branco (1973)
- Menino Antigo (Boitempo II) (1973)
- A Visita (1977)
- Discurso de Primavera (1977)
- Algumas Sombras (1977)
- O marginal clorindo gato (1978)
- Esquecer para Lembrar (Boitempo III) (1979)
- A Paixão Medida (1980)
- Caso do Vestido (1983)
- Corpo (1984)
- Amar se aprende amando (1985)
- Poesia Errante (1988)
- O Amor Natural (1992)
- Farewell (1996)
Antologia Poética:
- 50 poemas escolhidos pelo autor (1956)
- Antologia Poética (1962)
- Antologia Poética (1965)
- Seleta em Prosa e Verso (1971)
- Amor, Amores (1975)
- Carmina drummondiana (1982)
- Boitempo I e Boitempo II (1987)
- A ultima pedra no meu caminho ( 1950)
Infantis:
- O Elefante (1983)
- História de dois amores (1985)
- O pintinho (1988)
Prosa:
- Confissões de Minas (1944)
- Contos de Aprendiz (1951)
- Passeios na Ilha (1952)
- Fala, amendoeira (1957)
- A bolsa & a vida (1962)
- Cadeira de balanço (1966)
- Caminhos de João Brandão (1970)
- O poder ultrajovem e mais 79 textos em prossa e verso (1972)
- De notícias & não-notícias faz-se a crônica (1974)
- Os dias lindos (1977)
- 70 historinhas (1978)
- Contos plausíveis (1981)
- Boca de luar (1984)
- O observador no escritório (1985)
- Tempo de vida poesia (1986)
- Moça deitada na grama (1987)
- O avesso das coisas (1988)
- Auto-retrato e outras crônicas (1989)

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Grata.
Monica